Apontando para o centro

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Também aposta que o grupo da deputada brasiliense Paula Belmonte permanecerá nesse campo mesmo após a decisão do PSDB

Estimulado por resultados positivos nas pesquisas e aprendendo com os números, o ex-secretário Rafael Parente pretende dirigir mais para o centro sua campanha ao Buriti pelo PSB. Não será difícil. Parente vem dialogando há tempos com o senador José Antonio Reguffe, do União Brasil, e com a também senadora Leila Barros, hoje no PDT. Acredita, hoje, que estarão juntos quando se aproximar a knowledge das eleições. Também aposta que o grupo da deputada brasiliense Paula Belmonte permanecerá nesse campo mesmo após a decisão do PSDB sobre os rumos da federação que mantém com o Cidadania, ajudada pela liberação das candidaturas avulsas para o Senado pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Parente quer Lula na Secretaria da Saúde

O candidato do PSB ao Buriti começou nesta semana o projeto batizado como Parente pelo Brasil, de visitas a Estados e municípios para conhecer políticas públicas inovadoras que mudaram a vida dos cidadãos para melhor. O primeiro Estado foi o Maranhão, onde foi recebido pelo ex-governador Flávio Dino, também do PSB, e integrantes de sua equipe. Rafael Parente impressionou-se especialmente com o secretário de Saúde, Carlos Lula, um advogado colocado no cargo como interino, ao se iniciar o mandato, só para arrumar a casa. Deu tão certo que ficou sete anos no cargo e é hoje presidente do conselho dos secretários da área. Rafael Prudente conheceu projetos de sucesso como a Casa de Apoio Ninar, o Hospital da Ilha, o Iema Bilíngue e o Complexo Penitenciário que zerou o analfabetismo. 65% dos detentos estão trabalhando e 100% estudando e sendo ressocializados. Ficou tão entusiasmado que prometeu: se ganhar a eleição, quer Lula na Secretaria de Saúde do Distrito Federal Os próximos Estados agendados são Espírito Santo e Pernambuco.

Questão de nome

O crescimento de Rafael Parente nas pesquisas foi tão inesperado que um dos institutos do Distrito Federal acreditou que os entrevistados faziam confusão entre ele e o quase homônimo deputado Rafael Prudente. Na mais recente pesquisa, apresentou os nomes acompanhados de sua qualificação. Rafael Parente manteve sua subida, ficando à frente do senador Izalci Lucas e praticamente empatado com a também senadora Leila Barros.

Para investigar a educação

O senador brasiliense Izalci Lucas decidiu assinar o pedido de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito da Educação depois de analisar os novos fatos que surgiram sobre as denúncias de desvios de recursos públicos e tráfico de influência no âmbito do Ministério da Educação, agora sob apuração da Polícia Federal, com autorização do Supremo Tribunal Federal. “Não tenho um juízo de valor sobre esses episódios porque sempre defendi o amplo direito de defesa a acusados e um aprofundamento maior das investigações”, diz o senador, acrescentando que acha necessária “a inquirição dos envolvidos e por um relatório fundamentado nos fatos apurados e não por interesses políticos e eleitorais”. O pedido chegou no closing da tarde desta quinta-feira, 23, às 27 assinaturas indispensáveis para a instalação da CPI.

Vagabundos e corruptos

O escândalo da educação e da prisão da turma encontrou clima tempestuoso na Câmara Legislativa. O distrital Reginaldo Veras fugiu ao regimento e, mesmo presidindo a sessão, deu um aparte ao discurso que estava sendo feito. Afirmou que “quem rouba dinheiro público já não merece perdão, mas quem rouba da saúde e da educação é pior ainda”. Para ele, o ex-ministro e os supostos pastores envolvidos na roubalheira não podem mais ser chamados de líderes religiosos. Afinal, acusou, “são corruptos e vagabundos que se apropriam do dinheiro público e usam o disfarce de líder religioso”.

Climão

Pintou um climão na Câmara Legislativa, por conta de um debate nas redes sociais. A distrital Julia Lucy atacou a dobradinha da federação PT-PV-PCdoB, lembrando que tanto o também distrital Leandro Grass, candidato ao Buriti, quanto a sindicalista Rosilene Corrêa, que disputa o Senado, são professores. Julia Lucy acusou-os de serem “dois professores que brigaram pela não-essencialidade da educação durante a pandemia, brigaram para que as escolas públicas permanecessem fechadas a despeito de todas as perdas dos alunos”. Grass foi para o rebate, lembrando: “meu mandato destinou mais que o dobro dos recursos do seu para as escolas públicas”. Segundo ele, Julia Lucy os atingiu “de forma desonesta”, quando “não tem legitimidade sequer para o debate”.

Sem candidatura

Recurso do ex-governador José Roberto Arruda para suspender duas condenações por improbidade administrativa foi recusado pelo ministro, do Superior Tribunal de Justiça, Gurgel de Faria. Ele alegou que a questão está afeta ao Supremo Tribunal Federal. Os advogados de Arruda alegam que as condenações estão prescritas por conta da nova lei de improbidade, que promoveu uma revisão das penas capituladas. Com isso, Arruda permanece inelegível, sem poder disputar eleições este ano.


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Guerra interna no Serviço de Limpeza Urbana

Uma luta antiga para definir a carreira dos trabalhadores do Serviço de Limpeza Urbana levou a uma degola dos associados da entidade representativa da categoria, a ASLU. Tudo começou quando, no governo Agnelo, a carreira dos servidores de limpeza urbana deixou a Gestão de Resíduos Sólidos, integrando-se à genérica PPGG. Só que uma ação do Ministério Público tornou essa ação inconstitucional. Isso levou a uma redução de vencimentos já no governo Rollemberg. Os servidores rebelaram-se e conseguiram, no governo Ibaneis, retornar à PPGG. A associação, porém, preferem a antiga categoria de gestão de resíduos sólidos. Não aceita a posição dos servidores que optaram pela PPGG e que argumentam que a carreira de resíduos está envelhecida, pois hoje o SLU é só um órgão fiscalizador dos contratos das firmas terceirizadas. Assim, na PPGG os servidores têm mais condições de se enquadrarem, por ser uma carreira de Estado. Diante disso, a direção da Associação passou a expulsar os dissidentes, ignorando os recursos e enviando imediatamente ao departamento de pessoal do SLU para exclusão do desconto em folha do associado. Tudo a ver com a eleição da nova diretoria da entidade, em agosto.

À busca de charutos

Pouco antes de ser internada para tratar uma pneumonia, a ex-ministra Damares Alves enviou por meio de seu comitê de pré-campanha ao Senado um vídeo em que revela sua vontade de viajar para Cuba. O objetivo seria buscar parte dos charutos dados como garantia para um empréstimo bilionário do BNDES durante o governo do PT. Damares garante que seu objetivo seria “montar uma banquinha lá em frente do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, para dar o dinheiro aos conselhos tutelares.

Inflexão na Justiça Eleitoral

Uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral em caso de potencial inelegibilidade pode constituir indicador de flexibilização das decisões da Justiça Eleitoral sobre o que é e o que não é propaganda irregular nas eleições presidenciais deste ano. Referindo-se ao relator do processo, um dos advogados do caso, Robson Halley, afirma que “o ministro Ricardo Lewandowski corrigiu uma injustiça e indicou parâmetros contrários ao punitivismo que vinha crescendo em alguns setores da Justiça Eleitoral”. No caso, Ricardo Lewandowski derrubou a condenação de ex-prefeito de Caucaia, Naumi Gomes de Amorim, punido por suposto abuso de poder político e propaganda eleitoral antecipada nas eleições de 2020. Para Lewandowski, Naumi apenas divulgou informações de sua gestão dentro dos prazos permitidos por lei. A prática não poderia, portanto, ser classificada como propaganda eleitoral. Caucaia é o segundo município com maior número de eleitores no Ceará.

Burocracia turbinada

A burocracia estatal avançou no Congresso nos últimos anos. Essa é a principal conclusão do Observatório da Liberdade Econômica, lançado ontem. Mais de 20% dos atos normativos aprovados pelos parlamentares foram determinantes para aumentar ou diminuir a burocracia nas diversas esferas do Poder Executivo. O evento foi promovido pela Fundação Liberdade Econômica, ligada ao PSC, e teve a presença do presidente nacional do partido, o ex-senador Marcondes Gadelha, o presidente do PSC-DF, Felipe Belmonte, e a deputada federal Paula Belmonte (foto), presidente regional do Cidadania. Boa parte dos pré-candidatos a distrital e federal do PSC também prestigiaram o lançamento.


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